sábado, 30 de outubro de 2010

Pleonasmos

Tão redundantes quanto "subir para cima" e "descer para baixo", eis, a seguir, alguns casos:

  • consenso geral = consenso é sinônimo de acordo, consentimento (entre todas as partes interessadas), o que dispensa o uso de "geral", portanto: "Enfim, os gerentes da empresa chegaram a umconsenso."
  • hemorragia de sangue = neste caso, só há um tipo possível de hemorragia: a sanguínea, não havendo por que acrescentar "de sangue".
  • elo de ligação = outro exemplo que nos levanta o uso desnecessário de vocábulos. Bastaria empregarmos ou elo ouligação.
  • fato real, verídico = todo fato é uma ocorrência, algo concreto. Assim: "É um filme baseado em fatos". Todavia, não há nenhuma inadequação em: "Esta obra retrata uma história verídica".
Até mais!

Do blogger Valorizando o escrever bem. Daniel W. Carvalho.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dica de Regência Verbal

* Namorar:

Está correto dizer: Eu namoro com João.
João namora com Maria.

(Errado)
O verbo NAMORAR, por ser Verbo Transitivo Direto, não aceita a preposição "com", logo está errado.

O correto: Eu namoro o João.
Maria namora o João.

É isso aí!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A grande dúvida

eu E tu x mim E tiEU E TU = só vêm antecedidos de preposição diante de verbo no infinitivo. Traga a sua redação para eu corrigir. MIM E TI = sempre vêm antecedidos de preposição. Uma séria conversa ocorrerá entre você e mim. Traga sua redação para mim.

Uma dica de Gramática

Na linguagem coloquial, ou seja, na linguagem do dia a dia, usamos as palavras conforme as situações que nos são apresentadas. Por exemplo, quando alguém diz a frase "Isso é um castelo de areia", pode atribuir a ela sentido denotativo ou conotativo.

Em sentido denotativo, é a construção feita na areia da praia em forma de castelo.
Em sentido conotativo, ocorrência incerta, sem solidez.
Denotação: é o uso do SIGNO em sentido real.
Conotativo: é o uso do SIGNO em sentido figurado, simbólico.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dicas de Português

Metáfora ( Gilberto Gil)
(...) Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixa a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta ( Chico Buarque)
Metáfora
Meu coração é um balde despejado ( Fernando Pessoa).
O que é metáfora? Recurso estilístico que consiste na transposição do sentido objetivo de uma palavra a outro figurado, através de uma comparação implícita.
Uma sugestão de livro : Mordaça no Estadão de José Maria Mayrink.
Mordaça? palavra metafórica.
* Não confunda Metáfora com Comparação.
Comparação consiste em substituir uma palavra por outra, porque entre elas há pelo menos um traço comum de significado usando-se, para isso um elemento comparativo explícito ( como, feito, igual, tal que).
Veja exemplos na Carta de Henfil.
São Paulo, 26 de dezembro de 1979.
(...) Dei murro em ponta de faca como todos os Marighellas. Cantei todas as prostitutas, as mulheres de Atenas e joguei pedra na Geni como todos os Chicos Buarques.
Analisando há um forte exemplo de ironia presente na Carta.
Ironia: consiste na expressão de uma ideia que, no contexto, assume significado oposto ao seu significado habitual.
Vale lembrar que no contexto do AI-5 em 1968 era usado demasiadamente o uso de metáforas em textos jornalísticos desta época de Ditadura.
Hoje25 de Agosto, depois de um dia cheio, a noite chega e o papel em branco, diante da minha obrigação de preenchê-lo, incomoda-me tanto quanto a qualquer pessoa obrigada a participar dessa experiência muitas vezes estressante e grande parte das vezes frustrante. Poucos se aventuram a discutir essa luta que assume, muitas vezes, conotações de drama ou de trauma ou de desafio. A vergonha é o motivo alegado, a preguiça é o motivo revelado. Desafio é a palavra chave. Sentir-se desafiado é o que motiva. É exatamente isso o que está acontecendo nesse instante comigo. Estou escrevendo o artigo sobre o qual nada tinha a dizer, por isso resolvi fazer dele próprio o meu mote. Neste momento crucial, estou em luta com meus neurônios para estabelecer encadeamentos entre palavras, frases e expressões a partir das quais pretendo discutir uma experiência desafiadora.
Mais uma Redação para fazer...

Por que me tornei Blogueiro?

Por que me tornei blogueiro, então? Tornei-me um blogueiro para ser lido. Como todos os que escrevem, tenho a vaidade de acreditar que o que escrevo pode ter um papel transformador, já que me considero um provocador, muito mais que um educador. Como estudante , sempre quis tirar as pessoas do lugar, fazê-las refletir sobre o mundo a sua volta, pois, em alguma momento, terão a obrigação de virá-lo pelo avesso. É como nascer. Renascemos muitas vezes durante a vida, quando limpamos a nossa visão de mundo de muitos conceitos e preconceitos para adquirir uma nova forma de ver as coisas. Renascemos a cada momento para a realidade da vida quando paramos para simplesmente contemplar o que nunca antes tínhamos visto.Tornei-me blogueiro, porque quero o meu texto compartilhado entre os que acreditarem que podem extrair dele algo. Quero mexer com padrões. Quero quebrar grilhões. Quero mostrar a mim mesmo que posso ir além das minhas convicções. Numa sala de aula, muitas vezes não temos a noção de termos atingido os nossos propósitos. Num blog, a reação é imediata. Pode ser de raiva, indignação, medo, vergonha, delírio ou concordância. O importante é despertar.